life
Um tributo. O baterista que morreu em 2009, tocando no lugar que a música dele descreveu.
Um tributo. O baterista que morreu em 2009, tocando no lugar que a música dele descreveu.
The Rev, baterista e compositor do Avenged Sevenfold, morreu em 2009 aos vinte e oito anos. Afterlife é uma das músicas que ele escreveu. O filme não tenta trazer ninguém de volta: coloca a bateria, o Deathbat no bumbo e a tatuagem FICTION num lugar que a própria letra já tinha descrito, e deixa ele tocar.

Mesmo processo do tributo anterior, em escala maior. O board fechou trinta e sete planos com enquadramento e intenção antes de qualquer prompt: o Deathbat, a mão no prato, o microfone, a plataforma vista de longe. A geração veio depois, plano a plano, obedecendo o que já estava decidido.

Colunata em ruína, pedra clara, mar de nuvem e luz baixa vindo de trás. Nenhum plano do filme sai desse mundo. É a mesma lógica do Seize the Day: uma regra única, repetida sem exceção, é o que faz dezenas de gerações independentes parecerem um filme e não uma coletânea.

No clímax ele aparece semitransparente, com a bateria atravessando o corpo. Foi escolha, não limitação. Em animação pintada a semelhança é interpretação, não captura — e a transparência diz, sem precisar de legenda, exatamente de quem é o filme e por quê.

Curtida é reflexo. O que conta aqui são 505 compartilhamentos, 422 reposts e 533 salvamentos — as maiores taxas já registradas no perfil, segundo o próprio Instagram. Vinte e um mil e setecentas pessoas únicas, retenção média de dezoito segundos.
Somados, os dois tributos levaram mais de cem mil visitas ao perfil em um mês.
Sou designer sênior e diretor de arte, moro no Rio e trabalho com identidade, campanha e sistema visual. Se você tem um projeto em mente, me chama que a gente conversa sem compromisso.
